quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Cabanha Tupambaé



Resolvemos apresentar nesta segunda postagem a cabanha Tupambaé por ela estar sempre em evidência quando falamos em provas campeiras, e, não podemos esquecer, neste quesito, o freio de ouro.

A ótima qualidade da cabanha Tupambaé pode ser comprovada logo no primeiro freio de ouro da história, com Itaí Tupambaé.  Depois disso, a cabanha Tupambaé ainda foi campeã com Nobre Tupambaé (um dos símbolos da raça) em 1990.

"Ao entrar em pista, Nobre Tupambaé, de Oswaldo Dornelles Pons, foi ovacionado como um campeão, mas ainda faltava a disputa na mangueira contra Butiá Arunco, de propriedade de Bertagnolli e Filhos. Só deu Nobre: o cavalo emocionou o público, bateu Arunco, confirmou seu pai Hornero como o melhor crioulo da história brasileira e despediu-se das pistas junto com outro campeão, o ginete Wilson Souza" ¹

História:

Oswaldo Dornelles Pons, sempre foi um aficcionado por cavalos. Mas, as atividades da cabanha Tupambaé iniciam por volta de 1970.

Nessa época, Oswaldo ganhou de seu pai as éguas Macaca Almirante, Brasília de São Martim, Anta e Ampola de São Martim. Com essas quatro éguas crioulas puras, resolveu registrar um novo afixo na ABCCC. Surge a cabanha Tupambaé.





Com o tempo e com a necessidade de ampliar a tropa, Oswaldo começou a correr atrás de parceiros que fornecessem éguas e coberturas para seus animais. Não demorou muito para ter uma bela tropa montada.

No final da década de 70, Oswaldo conheceu o grande mestre Flavio Bastos Tellechea, a quem tornou-se muito amigo e que lhe ensinou muito em sua carreira.






¹ http://www.clicrbs.com.br/especial/jsp/pflash.jsp?w=470&h=610&site=http://www.clicrbs.com.br/especial/freiodeouro2011/linhadotempo/freiodeouro_linha%20dotempo12.swf

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

BT


Buenas!

Hoje contaremos um pouco do início da marca BT. Resolvi começar por ela, pois considero a mesma como a principal marca da raça crioula. Em qualquer cavalo crioulo que se olhe a genética há alguma apontando para a BT...

A história da Bastos Tellechea começa a mais de um século com a chegada de Domingos Tellechea em Uruguaiana no ano de 1865. Domingos era casado com Ramona Tellechea. Roberto e Flávio, irmãos de Ângelo e João Francisco, eram filhos de João Francisco Tellechea e netos de Domingos Tellechea.

Em 1962 surge a marca BT. É quando os irmãos Flavio e Roberto Bastos Tellechea começam a formar um plantel de cavalos crioulos buscando excelência funcional para o trabalho. Inicialmente, importaram éguas uruguaias de linhagem Pereira Brasil e outras matrizes do criador Mari Machado, junto com o garanhão Sorro Campeiro.

"Mesmo sem saber, estavam começando a maior revolução dentro da Raça Crioula.
Sorro Campeiro produziu filhos extremamente rústicos e funcionais. Mas é a partir da década de 70 que este sangue vai se lapidar e ganhar sua marca definitiva. Em 1971, uma parceria entre Luiz Martins Bastos, Flavio e Roberto Bastos Tellechea adquire o reprodutor chileno La Invernanda Aniversário, um cavalo que impressionava pela agilidade dos movimentos."¹

O criatório tinha até então genética tradicional, com animais de linhagem argentina, uruguaio-rio-grandense da família Martins e os Cinco Salsos. 

Era preciso então consolidar a marca e fazer o cavalo crioulo aparecer e se movimentar.

Em 1971, ocorreu então, uma das primeiras provas equestres, em Uruguaiana no CTG Sinuelo do Pago.

"Provas campeiras, com tiro de laço, fados, balizas, redomões. Reproduziam o trabalho nas estâncias, mas sobretudo traziam convívio, amizades e eram uma forma de avaliar a cavalhada. E lá estavam os cavalos BT, assim como em outra prova da época, a marcha de resistência.
Era o embrião do que viriam a ser depois as provas funcionais, um movimento que eclodiria nas exposições de Jaguarão. A primeira funcional ocorre em 1978. Os criadores de Jaguarão decidem então escolher alguém que tivesse conhecimento técnico, campeiro, cacife de liderança, fosse um formador de opinião e que estabelecesse as bases para o julgamento. A escolha recaiu em Flavio Bastos Tellechea. Ele julgou durante três anos consecutivos e, a partir daí, balizou parâmetros não só de julgamento, mas também de critérios de seleção integral dos cavalos crioulos, a equação entre morfologia e funcionalidade. Começou a observar que um determinado tipo morfológico de animal tinha mais aptidão funcional. Eram animais de pescoço e frente mais leves, de gargantas mais limpas, musculosos, de quartos profundos, com bastante potência, que tinham mais facilidade de empurrar a massa corporal e, sobretudo, com bons aprumos, que determinavam um melhor equilíbrio."²

Nessa época, surge o cavalo que revolucionou a raça crioula. La Invernada Hornero é adquirido em 1976 pelo criatório BT, numa parceria com o criador Dirceu Pons.


Hornero é o primeiro colocado no registro de mérito da ABCCC e possui também o maior número de descendentes campeões do Freio de Ouro e exposições morfológica. É considerado também, o mais importante reprodutor da raça crioula.

A marca BT consolida-se como referencial na raça crioula com o início do Freio de Ouro em 1982, onde desde então, 77% vencedores do Freio de Ouro e Ranking de Morfologia possuem genética BT.

A marca hoje divide-se em duas formas:
- Marca BT, de Flávio;
- Marca BT do Junco, de Roberto;

Não podemos imaginar a raça crioula hoje no nível de excelência e qualidade que ela possui sem pensarmos ou lembrarmos da marca BT.


Referências:
¹² http://www.cabanhapaineiras.com.br/crioulos.htm

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Bem-vindos!!

Buenas!

Um excelente 2014 a todos!

Sejam todos bem-vindos a este blog!
Neste espaço pretendemos contar a história da raça crioula de uma forma diferente.
Queremos mostrar um pouco dos criadores, das cabanhas e estâncias...
E, claro, vamos falar muito de cavalos, de músicas, de patrões e peões...


Espero que gostem!!

Um grande abraço !!