segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cabanha Trovador


A história da cabanha Trovador, apesar de curta com esse afixo, conta com mais de 20 anos de experiência na criação de cavalos crioulos.

A família do patriarca Neri Mallmann iniciou a criação de cavalos crioulos em 1991, com a cabanha Marcella e animais de sangue Cardeal e Riograndense.

Em 1995, por motivos de saúde, a cabanha deu uma pausa e retornou com força total em 2003, comprando animais de sangue chileno e argentino, aperfeiçoando a morfologia e funcionalismo dos animais.

Em 2004, originou-se a Cabanha Trovador, após a aquisição do garanhão várias vezes finalista do freio de ouro São Martim Trovador.



Mais do que conhecer a cabanha Trovador, é preciso conhecer um pouco da história e força de superação da família. 

Após um acidente rodoviário, o Senhor Neri perdeu os movimentos da parte inferior do corpo. Mas, ao contrário do que vemos em muitos casos, Neri, é um exemplo de superação e uma força extra de motivação para nossa vida. Um homem sereno, inteligente, de extrema simpatia.

Afinal, não é sempre que vemos um cadeirante envolvido no meio animal. Mas, seu Neri é figura cativa em exposições e competições.


"Não vou ficar chorando por aquilo que não posso, mas vou ficar vibrando por aquilo que consigo".
Neri Mallmann



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Tipo Pons


A postagem de hoje é uma continuação da última postagem.

Durante a semana, das meia dúzia de músicas campeira que ouvi, uma me chamou a atenção. 
Antes de escrever sobre a cabanha Tupambaé na última semana, não tinha até então, prestado a atenção na letra dessa música. Em determinado trecho da música, há a expressão:

"A raça tem na memória de tantos cavalos bons
Os pingos do Tipo Pons eternos em sua história"


Por esse trecho resolvi pesquisar mais sobre a música e publicar algo a mais.
A música em questão é de um dos ícones da música gaúcha, Joca Martins.
Pesquisei o vídeo da música no Youtube para a postagem, mas não consegui encontrar esta música. De qualquer forma, segue abaixo a letra desta que conta um pouco mais da história da Tupambaé.


 Tipo Pons (Joca Martins)

Acordou antes dos galos com o sangue tradicional
E o chileno funcional para tentar melhorá-lo
Todos queremos montá-lo nesta querência bravia
Rosilhos na maioria, o Tipo Pons bom cavalo

Pra consuistar nos arreios fama de herói nome e fé
Itaí Tupambaé venceu o primeiro freio
Feito o dono do rodeio chegou e deu seu recado
De bocal classificado com só dois anos e meio

Sucederam mais vitórias o Hotelo e o Itaipu
Num sovéu de couro cru torcido em feitos e glórias
A raça tem na memória de tantos cavalos bons
Os pingos do Tipo Pons eternos em sua história

E o Nobre, o titã rosilho, campeão do freio de ouro
De D. Oswaldo um tesouro que nos meus sonhos encilho
Não cabe neste estribilho o seu valor especial
Que o freio internacional assombra em seu próprio brilho

Tantas marcas consagradas que levam esse padrão
Nos timbram o coração troteando pelas estradas
Galopam nas invernadas de Dom Pedrito e Bagé
São Martin, Tupambaé e a Capanegra afamada

Marcas que são monumentos correndo bois ou ao tranco
Magnólia, Posto Branco, Shalako e no seguimento
Os netos dão andamento nesse caminho seguro
Pois são presente e futuro Três Cerros e Acampamento

Por certo que a descendência de Dirceu dos Santos Pons
Guarda em si o eterno dom dessa campeira experiência
Permanece a convivência mesmo após a despedida
Que o pai pra sempre tem vida nos filhos dessa querência!



Apesar de não encontrar o vídeo, em compensação, durante a pesquisa feita, encontrei o vídeo abaixo.
Segundo a descrição do vídeo, essa foi uma das poucas aparições do Nobre em vídeo.
É de sentir vento gelado do tipo minuano nas costela!